quinta-feira, 15 de março de 2012

TPM

Tensão Pré Menstrual? Treinada Para Matar?

Eu diria Tudo Potencializado ao Máximo!

Eu me odeio de verdade nesse período. Todo meu autocontrole, minha compreensão em relação a pessoas e situações simplesmente desaparecem.

Choro em cena de novela, choro pelo que não deveria, choro ainda mais pelo que me incomoda.

Não desarrume meu cabelo, não faça brincadeiras quando não posso ter certeza que são brincadeiras, não me faça sentir dor...

Quando digo que tudo se potencializa, não estou potencializando, exagerando... Eu realmente fico muito mais sensível... Estou sendo clara, divulgando parte do meu manual.

Não me diga que estou com TPM. Eu sei. Já constatei. Não preciso de ninguém falando aos quatro ventos o que eu sei e que cabe só a mim. Apesar de ser um mal que assola grande parte das mulheres, é um momento meu, único, particular.

Não me pergunte por que estou irritada. Nem eu vou saber.

Não me diga que eu pareço estar mais magra. A maioria das mulheres adoraria ouvir isso, não eu! Quem me conhece sabe. Ou pelo menos deveria.

Ofereça-me chocolate ou qualquer docinho. Isso pode amenizar.

Não leve muito a sério minhas conclusões tiradas nesse período. Não que elas sejam falsas, mas apenas podem estar distorcidas ou não seria a época certa de colocá-las pra fora.

Detesto, com todas as minhas forças ser ou estar chata. Juro! E isso acaba me fazendo enlouquecer um pouco nesse período porque eu não consigo lutar contra isso.

Não tente entender. Provavelmente não conseguirá. Apenas meu travesseiro sabe tudo que passa pela minha cabeça nessa fase e poderia opinar de forma bem fundamentada. Sorte que ele é um excelente companheiro e se restringe a me aconchegar e confortar...

Muitas mulheres já chegaram a matar por causa da TPM. Até agora eu falei de ficar manhosa, sensível, chorosa... mas essa fase é muito instável, e vou do adorável ao abominável em segundos se você não seguir essas dicas.

Não me faça ir do sétimo paraíso ao quinto dos infernos porque você não vai agüentar o tranco.

Tente ser um travesseiro na minha vida. Mas um daqueles que saiba oferecer chocolate!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Eu encontrei

Durante toda a minha vida ouvi as pessoas falarem de amor e suas inúmeras variáveis: o amor amizade, o único, o passageiro, o impossível, o amor inexistente, o dúbio, o ambíguo, o físico, o espiritual, o amor fraternal, o materno, o amor invencível...


Eu vivi e ainda vivo algumas destas variáveis. Amo muitas pessoas e de diversas formas. Óbvio que algumas dessas formas eu não compreendi, como o amor passageiro. Afinal, se esse sentimento tão nobre foi criado, teria mesmo de ser finito? E o amor que não existe? Ainda existem pessoas tão céticas e eu não entendo como! Vocês entendem o amor das religiões? Eles não fogem ao próprio propósito quando trazem a guerra e o terrorismo? Já vi nos jornais o amor que mata, o amor que destrói. Seria mesmo amor o sentimento que tira essas vidas?

Estava confusa, até agora.

Cheguei a ouvir falar sobre o amor verdadeiro, mas nunca tinha presenciado. Até achei que sim, mas em um determinado momento descobria que não era verdadeiro. E então, puff! Ele aconteceu. Sim, aconteceu. Não me ensinaram, não me disseram, nada de estudos, longe de pesquisas. Esse amor passa longe do que os filósofos escreveram, ultrapassam os limites do imaginário, é mais puro que a poesia, é mais forte que o meu coração.

Depois de conhecer essa imensidão de variáveis de amor meu coração tinha se fechado, tinha se tornado uma porta com mil segredos... Quem me conhece sabe o quanto foi duro cicatrizar certas feridas... Mas apesar desses mil cadeados, ele se escancarou ao toque dos seus dedos.

O amor verdadeiro é inexplicável, e sinto que incorruptível também... Tentei resistir de todas as formas, fazer pose, ser difícil, ser formal. Ensinaram-me que se entregar não está com nada, que deveria fazer charme, sedução, ficar por cima. Aprendi que nada disso faz sentido. Quando a gente ama, entregar-se é fato, é a regra máxima.

O amor faz bem a alma, conforta o espírito, os dias passam mais suaves, as noites são mais tranqüilas. O amor nos faz pessoas melhores, estimula a nossa vida, nos torna mais vaidosos, nos faz mais seguros, nos faz mais cuidadosos.

Inexplicavelmente sinto mais vontade de escrever, ler, estudar, trabalhar. Tenho sede de sucesso na busca pelos meus sonhos. Tenho sido ainda mais mansa, prudente, paciente e compreensiva.

Inevitavelmente eu o descobri. O amor verdadeiro. Amor sincero, imenso, incorruptível. Sim, eu o quero, me entrego, simples assim. Eu escrevo, sem anseios, sem devaneios. Sim, em meio a milhões eu te encontrei, único.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Panterinha

Há algum tempo, foram apenas trocas de olhares. Nada muito íntimo.

Há pouco tempo fomos mais além e não foi preciso muito. Apenas um encontro mais próximo, algumas cheiradas e uma lambida para descobrir por onde andei e quem sou. Pronto. Foi o suficiente para concluirmos que o gostar era recíproco.

Nessa oportunidade seus olhos eram quase prateados e mesmo aparentemente distantes, davam indícios do que você já viveu.

Cuidar de você foi prazeroso. Não era apenas você que estava sendo alimentada, era também a nossa esperança de que ainda tínhamos tempo.

No final de semana seguinte tudo mudou. Ou nada mudou?

Mudou... Mudou, sim! A dificuldade aumentou, mas o amor aumentou muito mais.

Seu choro na madrugada, mesmo que baixinho, me desesperava. Puxava você para meus braços e na ânsia de te ver melhor te acolhia, te afagava, te beijava e sussurrava no seu ouvido: “Vai passar... Calma, meu amor... Vai passar.”

Aqueles olhos azuis e sonolentos apareciam na cozinha... Também com o coração apertado ele nos olhava penalizado...

Assim foram dois dias quase que inteiros.

Pode parecer mentira dizer isso agora, mas a cada colo que te dava, te sentia mais leve. É como se a cada momento um pouco mais da sua alma passasse a flutuar.

Quando olhos azuis e os castanhos não tinham mais você ao alcance é que você decidiu flutuar de vez.

Não sei como foi seu último suspiro e talvez tenha sido melhor assim, porque dessa forma consigo ter na memória a doce visão de sua serenidade em meus braços.

Viu como eu estava certa? Calma... Passou... Agora sem dor, sem choro. Apenas um jardim imenso, anjinhos de quatro patas e ossinhos de nuvens...

Pouco tempo, muito carinho. Poucas chances, chances bem aproveitadas.

Beijos Panterinha. Fique bem.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dormientibus non succurrit jus

Advogados, colegas...

Hoje é comemorado o dia do advogado e em meio a esse barulho silencioso que nos tem envolvido ultimamente, decidi não só prestar uma homenagem a todos nós, mas também relembrar que nem tudo está perdido.

Da mesma forma que precisamos de ar para respirar, precisamos da oportunidade para obter sucesso. Só que precisamos fazer mais do que apenas respirar o ar fresco da oportunidade. Precisamos usá-la - e isso não depende da oportunidade. Depende de nós. Não importa ter a melhor oportunidade do mundo. O que realmente importa é o que vamos fazer com ela.

Um advogado quando abraça com dignidade a sua profissão, torna-se um aliado quase direto de Deus, fazendo cumprir na terra parte de suas leis.

A parcialidade do advogado é a garantia da imparcialidade do Juiz. Pode-se acrescer que a própria justiça da decisão depende muitas vezes, mais da atuação dos advogados, que da atuação do Juiz.Neste momento o nosso maior Juiz é Deus. Portanto temos que usar bem as oportunidades, agarrá-las, lutar e mostrar a Ele que vamos ganhar esta causa.

Dizem que a vida é uma montanha russa e que quando estamos descendo temos duas opções: fechamos os olhos ou levantamos os braços e curtimos.

Eu entendo que fechar os olhos é como dormir... e o direito não socorre a quem dorme...

Se levantarmos as mãos, tenho certeza que todas elas se encontrarão no alto...

Feliz dia do Advogado. Feliz vida.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A fina arte da vingança

Vingança é o desejo de forçar uma pessoa ou um grupo a passar pelo que passamos e tentar garantir que não seja capaz de repetir a ação nunca mais.

Esse desejo brota quando nos sentimos prejudicados e embora o conceito antigo de vingança tenha o sentido de igualar as coisas, geralmente tem um objetivo mais destrutivo do que construtivo.

Aliás, tenho percebido que é da natureza humana esse gosto pela destruição. Esse ímpeto se esconde nas coisas mais banais, como destruir um castelo de areia, soprar um castelo de cartas, dar um peteleco numa seqüência de dominós alinhados...

Confesso, eu tenho esse impulso. Desejo enlouquecidamente destruir algo. Meu objetivo é aniquilar completamente... a minha vida atual.

Anseio por uma vingança. Vou fazer picadinho da dificuldade. Vou abandonar o desespero. Vou despedaçar a dor.

Esse período não é fácil, assim como aquele vivido na estória da “renovação da águia”, em que ela deve se isolar numa montanha por 150 dias, arrancar bico, penas e unhas, para poder viver mais.

O que todos dizem é verdade. É apenas uma fase, as coisas irão melhorar. E irão MESMO! Isso é uma questão de honra!

Pode parecer clichê, mas é a realidade: eu NÃO nasci para perder.

Garanto a todos aqueles que estão acompanhando esse processo: estou bem e ficarei melhor.

Desabafar e chorar não significa que eu desisti, que me acomodei. Significa que continuo sendo humana, cheia de desejos e agora de privações também.

Continuarei lutando por mim e por aqueles que estão ao meu lado. Vingarei-me das dificuldades e dessas privações que me angustiam. Darei o troco a essa vida que me pertence, mas que não está do jeito que eu quero.

Quando tudo estiver estabilizado novamente, rasgarei essas páginas como rascunhos mal feitos e mais uma vez direi: eu consegui!

VENI, VIDI, VICI

(VIM, VI, VENCI)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Desculpas

Segundo a Wikipédia, a palavra desculpa, no sentido da língua portuguesa, designa um apelo direcionado a algo ou alguém, quando há presença de culpa e este apelo pede o perdão do sujeito.

Ou seja, quando pedimos desculpas, subentende-se: “Perdão! Pretendo não fazer mais isso.” Pelo menos deveria ser isso, se levarmos em consideração o conceito acima.

Acontece que as pessoas têm confundido muito esse significado com aquele do sentido figurado, que deveria ser usado para justificar a ausência de culpa. Quer entender? Exemplo fácil: Dia seguinte do niver do seu melhor amigo, você liga e diz “Putz, tava na maior correria ontem no trabalho! Não tive tempo nem de respirar! Parabéns atrasado!”. Você justificou, com o excesso de trabalho (que talvez nem tenha existido), a besteira de não ter ligado, tentando tirar a sua culpa do cartório.

Onde eu quero chegar? Quero chegar ao ponto de que as pessoas quando dão “desculpinhas” assumem mais que erraram do que aquelas que pedem perdão.

Faça esse teste! Pergunte a quem te pede perdão, do por que ela está pedindo. A grande maioria sequer acredita que errou, então porque pedir desculpas? Se você questioná-la, ela se enrolará, tentará contar a história novamente (do ponto de vista dela) e ao final, estará brigando com você dizendo que é você quem tem que se arrepender de algo.

Outros até assumem a culpa. Temporariamente, mas assumem. Mas depois de uma hora, uma semana, um mês, tá ali fazendo a mesma coisa. Então me diga: de que adianta pedir desculpas?!

Sinceramente, eu não to aqui pra condenar nem perdoar ninguém. Acredito que existe alguém maior que faz isso com todos, de acordo com suas condutas e é por isso mesmo que digo: não sou santa! Não sou um anjo e não passo perto de ser um. Não sou um inseto pré-histórico. Sou humana e exatamente por esse motivo que eu não tenho sangue de barata.

Quer errar comigo? À vontade. Eu também erro. Mas não me venha pedindo desculpinhas. Se existe algo que me irrita é essa cara de pau das pessoas de achar que porque pediram desculpas tudo está perfeito novamente.

Primeiro: se me pedir desculpas, não ache que com isso vou dar pulos de alegria no instante seguinte. Minha chateação demora certo tempo pra passar e isso eu não controlo.

Segundo: caso não tenha refletido muito no assunto e percebido que deve mudar determinada atitude, nem se dê ao trabalho de me pedir desculpas. Na realidade, nem precisa pedir se chegar à conclusão de que aquela conduta não é correta e que deve melhorar nesse aspecto. Suas atitudes positivas substituem qualquer necessidade de pedir perdão.

Resumindo, não me peça perdão ou desculpas, pois não vou retribuir o favor. Palavras não justificam erros, perdão não é amnésia, não se passa corretivo em gestos. Pare de errar. Ou pelo menos tente.


“Se desculpas curassem dores e doenças, o mundo não precisaria de médicos.” (Hekeslay)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Céu ou inferno — é sempre você


Jean-Paul Sartre tem uma frase muito famosa: "O inferno são os outros". Essa é a ideia de quase todas as pessoas do mundo, exceto alguns budas: o inferno são os outros.

Não concordo com ele, embora essa seja a experiência de milhões de pessoas. Parece absolutamente certa, mas não é, não há sequer um átomo de verdade na frase. O inferno é sempre você. Você pode ser o inferno, pode ser o céu —é sempre você, é sua decisão.

O céu não é um lugar. Você tem de criá-lo, assim como cria o inferno. É um estado psicológico. E, quando você sabe que é o criador, há uma grande liberdade.

Se o outro é responsável, você não está livre, está sempre amarrado, porque o outro sempre pode criar amargura ou felicidade para você. Dos dois jeitos você é dependente, e ninguém gosta de dependência.



Osho, em "Meditações Para a Noite"

Imagem por bookgrl

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