Lô Pimentinha

Lô Pimentinha
Devaneios de uma mulher, filha, amiga e advogada piperácea, cujos frutos são bagas picantes. Pensamentos habitualmente utilizados como tempero do cotidiano.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Desculpas

Segundo a Wikipédia, a palavra desculpa, no sentido da língua portuguesa, designa um apelo direcionado a algo ou alguém, quando há presença de culpa e este apelo pede o perdão do sujeito.

Ou seja, quando pedimos desculpas, subentende-se: “Perdão! Pretendo não fazer mais isso.” Pelo menos deveria ser isso, se levarmos em consideração o conceito acima.

Acontece que as pessoas têm confundido muito esse significado com aquele do sentido figurado, que deveria ser usado para justificar a ausência de culpa. Quer entender? Exemplo fácil: Dia seguinte do niver do seu melhor amigo, você liga e diz “Putz, tava na maior correria ontem no trabalho! Não tive tempo nem de respirar! Parabéns atrasado!”. Você justificou, com o excesso de trabalho (que talvez nem tenha existido), a besteira de não ter ligado, tentando tirar a sua culpa do cartório.

Onde eu quero chegar? Quero chegar ao ponto de que as pessoas quando dão “desculpinhas” assumem mais que erraram do que aquelas que pedem perdão.

Faça esse teste! Pergunte a quem te pede perdão, do por que ela está pedindo. A grande maioria sequer acredita que errou, então porque pedir desculpas? Se você questioná-la, ela se enrolará, tentará contar a história novamente (do ponto de vista dela) e ao final, estará brigando com você dizendo que é você quem tem que se arrepender de algo.

Outros até assumem a culpa. Temporariamente, mas assumem. Mas depois de uma hora, uma semana, um mês, tá ali fazendo a mesma coisa. Então me diga: de que adianta pedir desculpas?!

Sinceramente, eu não to aqui pra condenar nem perdoar ninguém. Acredito que existe alguém maior que faz isso com todos, de acordo com suas condutas e é por isso mesmo que digo: não sou santa! Não sou um anjo e não passo perto de ser um. Não sou um inseto pré-histórico. Sou humana e exatamente por esse motivo que eu não tenho sangue de barata.

Quer errar comigo? À vontade. Eu também erro. Mas não me venha pedindo desculpinhas. Se existe algo que me irrita é essa cara de pau das pessoas de achar que porque pediram desculpas tudo está perfeito novamente.

Primeiro: se me pedir desculpas, não ache que com isso vou dar pulos de alegria no instante seguinte. Minha chateação demora certo tempo pra passar e isso eu não controlo.

Segundo: caso não tenha refletido muito no assunto e percebido que deve mudar determinada atitude, nem se dê ao trabalho de me pedir desculpas. Na realidade, nem precisa pedir se chegar à conclusão de que aquela conduta não é correta e que deve melhorar nesse aspecto. Suas atitudes positivas substituem qualquer necessidade de pedir perdão.

Resumindo, não me peça perdão ou desculpas, pois não vou retribuir o favor. Palavras não justificam erros, perdão não é amnésia, não se passa corretivo em gestos. Pare de errar. Ou pelo menos tente.


“Se desculpas curassem dores e doenças, o mundo não precisaria de médicos.” (Hekeslay)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Céu ou inferno — é sempre você


Jean-Paul Sartre tem uma frase muito famosa: "O inferno são os outros". Essa é a ideia de quase todas as pessoas do mundo, exceto alguns budas: o inferno são os outros.

Não concordo com ele, embora essa seja a experiência de milhões de pessoas. Parece absolutamente certa, mas não é, não há sequer um átomo de verdade na frase. O inferno é sempre você. Você pode ser o inferno, pode ser o céu —é sempre você, é sua decisão.

O céu não é um lugar. Você tem de criá-lo, assim como cria o inferno. É um estado psicológico. E, quando você sabe que é o criador, há uma grande liberdade.

Se o outro é responsável, você não está livre, está sempre amarrado, porque o outro sempre pode criar amargura ou felicidade para você. Dos dois jeitos você é dependente, e ninguém gosta de dependência.



Osho, em "Meditações Para a Noite"

Imagem por bookgrl

sexta-feira, 6 de maio de 2011

COMEMORAR

Memorar junto. Fazer recordar, lembrar. Festejar.

No último final de semana comemorei mais um ano de vida, de experiência, de gostos e desgostos experimentados.

É uma boa época pra colocar tudo na balança e concluir se a vida está valendo à pena. Cheguei à minha conclusão:

Comemorei a maravilha de ser eu mesma!

Dei algumas festas, chorei, ri, esqueci e me lembrei. Tirei sonhos do armário e me dei conta que apenas um dia não faz com que eles se realizem, mas é sempre bom fortificar nossos desejos.

Prometi a mim mesma que não comemoraria mais aniversários e então eu tomei bons goles de alegria, brindei, brinquei e desisti dessa idéia.

É por isso que agradeço aos presentes pessoalmente e aos que se fizeram presentes por recados em redes sociais e por telefone.

Agradeço por ter tido mais uma oportunidade de reflexão e concluir mais um ciclo.

Obrigada família, amigos, amores... Obrigada Pai...

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